sábado, 11 de junho de 2011

As células e a nossa vida...





Esse ovo na foto ao lado... Você sabe o que ele tem em comum com cada um e nós? Ele é uma célula (e uma das maiores)! Todos os seres vivos são formados por essas pequenas unidades funcionais às quais damos o nome de célula. Cada uma delas é como um mini-ser vivo que, em conjunto com outros, é responsável por todas funções existentes em nosso corpo. Algumas delas criam as enzimas, que "quebram" os alimentos que comemos para que possamos absorvê-los, outras conduzem os impulsos nervosos de nosso cérebro para nossos músculos, quando, por exemplo, movimentamos nossos braços.

E cada uma é formado por várias organelas... mas, peraí...  Esse nome não lhe soa familiar? Pois é, ele me lembra órgão, e não é só no nome em que eles se parecem. Cada uma das organelas é como nossos órgãos,  responsável por uma função e mais abundante em certas células do que em outras. As células musculares, por exemplo, por estarem em constante atividade possuem várias mitocôndrias, as organelas responsáveis por produzir energia. Já as células de nosso pâncreas (que secreta enzimas para o estômago), possui abundância em duas organelas, o Complexo de Golgi e o Retículo Endoplásmatico, que participam dos processos de síntese e secreção de proteínas (enzimas são proteínas, não são?).

E é exatamente dessas duas organelas que iremos tratar. Nas próximas postagens você aprenderá um pouco mais sobre as células e suas organelas. Nos focaremos mais no Retículo Endoplásmatico, mas como veremos, o que ele faz está diretamente ligado ao Complexo de Golgi.

Até lá!

As organelas e o retículo endoplasmático


Em meio ao citoplasma encontram-se uma série de organelas: o retículo endoplasmático, o complexo de Golgi, o lisossomo, as mitocôndrias, os ribossomos, e muitas outras. Cada uma dessas organelas citoplasmáticas possui características particulares, tanto quanto sua função quanto a sua estrutura. Algumas delas são responsáveis pela produção de energia, por exemplo, outras pelo transporte, e algumas outras pela digestão e desintoxicação celular. Mas não é só na função que elas são diferentes. Sua estrutura pode variar também: algumas possuem dupla-membrana, outras nem membrana possuem, outras possuem enzimas em seu interior, outras não. Focaremos nosso estudo, entretanto, em uma dessas organelas: o Retículo Endoplásmatico. Essa é a maior das organelas membranosas, afinal, quase a metade da superfície da célula "padrão"” é composta por ela. Essa organela é um espaço labiríntico de túbulos e sacos achatados distribuídos por quase toda a célula e pode ser sub-dividida em duas porções bem definidas: o retículo endoplasmático rugoso e o liso. Essa sub-divisão relaciona-se com a estrutura de cada uma dessas porções e principalmente com suas funções, como é de se esperar. Em geral as duas porções do retículo endoplasmático são bastante distintas, porém podemos encontrar regiões parcialmente rugosas e parcialmente lisas denominadas elementos de transição, sendo que daí partem as vesículas (como veremos) que levam lipídios e proteínas para o Complexo de Golgi.

No próximo post falaremos melhor das diferenças entre cada um dos retículos endoplasmáticos e você entenderá no geral, o funcionamento de ambos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Os Retículos Endoplasmáticos

Os retículos endoplásmaticos (Rugoso e Liso), são organelas citoplasmáticas encontradas exclusivamente em células eucariontes. São constituídas por uma rede de túbulos e vesículas achatadas e interconectadas, que comunicam-se com o envoltório nuclear (carioteca).






(5) Retículo Endoplasmático Rugoso
(8) Retículo Endoplasmático Liso

terça-feira, 7 de junho de 2011

O Retículo Endoplasmático Rugoso

O Retículo Endoplasmático Rugoso é formado por por sistemas de vesículas achatadas, que possuem ribossomos acoplados à sua membrana, o que lhe dá um aspecto granular, e por isso é também chamado de R.E. Granuloso.
Essa organela é responsável, principalmente, pela síntese de proteínas. Por isso, trabalha em conjunto com o Complexo de Golgi, e está presente em grande quantidade em células com função excretora, como as do intestino e do pâncreas.



O R.E. Rugoso sintetiza as proteínas e depois as transporta, por meio de vesículas de transferência, para o Complexo de Golgi, que irá modificá-las, empacotá-las e secretá-las para o meio extracelular, por meio da exocitose, ou formará vesículas, chamadas lisossomos, que participaram da digestão intracelular.

Além de estar presente em grande quantidade em células com função excretora, o R.E. Rugoso também tem um outro papel fundamental: junto ao Complexo de Golgi, participa da formação do acrossomo do espermatozóide, o qual contém enzimas importantes que degradam a membrana dos óvulos para a fecundação.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

O Retículo Endoplasmático Liso

O Retículo Endoplasmático Liso é formado por sistemas de túbulos cilíndricos, e, ao contrário do R.E. Granuloso, não possui ribossomos aderidos à sua membrana. Por isso, também é chamado de R.E. Agranular.
Tem participação na síntese de esteróides, fosfolipídios e outros lipídios.


Uma de suas principais funções é na desintoxicação de substâncias no organismo, como a do etanol, presente em bebidas alcoólicas e na degradação de medicamentos ingeridos, como os antibióticos. Por isso, está presente em grande quantidade em células de alguns órgãos, principalmente o fígado e o pâncreas.


REL - Retículo Endoplasmático Liso


Também atua no transporte de proteínas e lipídios pelo citoplasma.

domingo, 5 de junho de 2011

Curiosidades


O Retículo Endoplasmático Liso, como já vimos, é muito abundante no fígado, por participar da degradação (destruição) de substâncias tóxicas para a célula, como o álcool e certos medicamentos, principalmente antibióticos e substâncias anestésicas.

É interessante ainda citar que o aumento do consumo do álcool, e também de outras drogas, leva a uma maior proliferação do R.E.L e isso provoca uma "adaptação" do organismo quanto a administração destas substâncias. Isso explica o porque dos consumidores de bebidas alcoólicas ficarem "acostumados" e necessitar de doses cada vez maiores para obter o efeito desejado desta droga. Um dos problemas provocados por esta proliferação exagerada do R.E.L é que além de aumentar a tolerância ao álcool, se aumenta também a resistência à administração de antibióticos importantes no combate das doenças.